Tudo preto no branco ou branco no preto


Maria Samara, Samara, Sam, S:
21 anos, Fortaleza/CE, pisciana, comunicação social, publicidade, Literofágicos, Marv, BNB, UFC, TTS, N.E.N.P - A.V.E.U.F, 3CG, U2, Chico, Cordel, música para ouvir e dançar, cinema nacional, muitos livros, dúvidas existências, divagações, aventuras, venturas e desventuras.

Mais da mesma:
Nasceu numa noite de quinta-feira, quase sexta. Tem mania de ligar tudo à data do seu nascimento. Tem várias outras manias, mas é melhor não comentar, vão achar que ela tem o TOC. Gosta de ler: livros, revistas, blogs, papeis avulsos, jornal, bula de remédio, manual de instrução e pensamentos. Também gosta de escrever, por isso o blog (oh!). E de cultivar amigos-irmãos-eternos (que pleonasmo!). Quer plantar uma árvore, escrever um livro e principalmente ter um filho. Tem idéias utópicas para uma sociedade ideal. Sim, é meio "meio intelectual, meio de esquerda". Sofre de uma certa perca de memória recente e mais ainda da antiga. Se existe uma coisa que odeia é esperar. Ela odeia outras coisas, mas melhor não comentar, pode faltar espaço. E sempre quis falar de si em terceira pessoa.

Cá estou também:

:: Chute o Balde

:: Escritas em Flash

:: Fotolog






Terça-feira, Fevereiro 27, 2007


Reciprocidade platônica

Antes eu escrevia pra você. Por todos os espaços em branco, entre papeis avulsos, cartas marcadas e pensamentos. Estava seu ser ausente presente e eu descontava neles meu sim e seu não. Hoje só escrevo para meus amores e amantes recíprocos ou, em certo grau, platônicos.
Um dia a 220 km/h, só podia terminar com uma batida. Mas não capotou ainda. Sobrevivo? Eis a questão! O importante é que ele vem me ver ou eu vou vê-lo, tanto faz, é quase que recíproco, embora um tanto quanto platônico.

postado por: Samara 11:59 AM

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Quinta-feira, Fevereiro 22, 2007


Folia carnavalesca

Relutei um pouco em ir, é verdade. Estava fazendo o clima tão bom em Fortaleza, acontecimento bons e pessoas idem adentrando minha vida, que seria até um pecado abandoná-los assim. Sem contar que nunca fui afeita a folias carnavalescas. Mas fui. Ainda bem que fui.

Nada sei além do que me transmitem pela TV dos aclamados carnavais do Rio de Janeiro e de Salvador. Mesmo assim não me arrisco ao dizer que: O melhor carnaval do Brasil tem (o lindo) sotaque pernambucano, vice! Muito desse mérito vem pelo fato de ser o carnaval mais democrático do país (leia-se: sem cordões de isolamento e abadas). É realmente a festa do povo, com direito a uma programação vasta, variada e de qualidade.

Tirando alguns movimentos underground isolados de chicleteiros, no Carnaval Multicultural de Recife só se ouvia e dançava marchinhas, forró (de verdade), toré, frevo (muito) e outros ritmos locais. Sem contar os shows de grandes artistas que rolava no Marco Zero e nos pólos descentralizados espalhados pela cidade e também os shows de bandas independentes no palco do famoso festival RecBeat. Perdi Maria Bethânia, mas em compensação, vi Cordel do Fogo Encantado em sua terra natal e, minhas pessoas, é uma experiência incrível. Sensacional! Sem contar Zeca Baleiro, Lenine e Nação Zumbi, que ficam na linha de frente dos melhores shows que vi por lá.

Pra quem gosta e tem muita disposição ainda tem bem pertinho do Recife, o carnaval de Olinda. Que ela é linda isso eu não coloco em cheque, mas nessa época, o que vai ficar marcado em mim não vão ser suas ladeiras, suas casas do período imperial e nem seus diversos blocos, mas sim a multidão, o calor e os assédios sexuais. Desistir no segundo dia, preferi dar uma de turista pela Veneza Brasileira, o Recife.

Algumas outras certezas:

- Preciso voltar a Olinda e Recife e em dias normais e curtir pra valer tudo que essas cidades podem me proporcionar.
- Sou apaixonada pelo sotaque pernambucano.
- Dentre a lista de homens que fazem meu tipo, dois pernambucanos estão muito bem cotados (teria algo a ver com o sotaque?rs).
- Escolhi certo meu objeto de pesquisa.
- O frevo deveria virar esporte olímpico.
- Frevo: ô dança linda (e difícil)!
- Viagem sem mazela, não é viagem com o povo da Comunicação da UFC e agregados.
- A melhor música do Carnaval é o "Funkfurt", composta em coro dentro do nosso ônibus a caminho do Recife. Se você não é estudante de Comunicação e nunca ouviu falar na Escola de Frankfurt, provavelmente não vai entender, mas essa é uma das graças da piada interna:
"Você pensa que pensa, você não pensa não. A cultura de massa é alienação. Adorna, Adorna o Horkheimer (2x). Benjamim, beija meu Habermas (2x). Recuse, recuse, não recuse meu Marcuse (...) Aí meu paradigma, aí meu paradigma..."
- Ah! Fatos desse meu verão pra contar aos meus netos não faltam.

Enfim, resumindo: realizada, acabada e revigorada.

postado por: Samara 8:54 PM

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Quarta-feira, Fevereiro 14, 2007


Um dia com a cor da saudade

Faz tanto tempo, mas sempre parece que foi ontem. Lembranças dele pincelam alguns detalhes dessa vida sem seus traços. Quer dizer, ás vezes pincelam, outras apenas retocam e também existem vezes que rabiscam tudo. Já foi mais difícil, hoje já fazem 12 anos que pinto minha história sem ele.

postado por: Samara 11:52 AM

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Terça-feira, Fevereiro 13, 2007


Motivos físicos

Alguém levou a sério essa história de ficar sem jogar: meu punho esquerdo. Falam em tendinite, eu só sei que tá doendo bastante, agora menos, por isso escrevo pra dar notícias. Quero deixar claro que o abandono aqui não é por falta de inspiração. Isso eu até tenho, o que anda me faltando é pulso firme. Volto em breve - assim espero.

postado por: Samara 12:12 PM

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Segunda-feira, Fevereiro 05, 2007


Jogo da vida

Eu já tinha passado dessa fase de achar que todos jogam contra mim e a carta que me sobra era sempre a do revés. Só que acho que um desses lances de dados me fez retroceder, ou pior, ir perdendo pontos por aí. Talvez seja só inferno astral, talvez seja mais que dores físicas e não físicas, talvez nem seja tanto assim. A certeza é que eu queria ficar umas três rodadas sem jogar.
Alguém quer jogar por mim? Vou logo avisando que os jogadores não são lá muito honestos e as situações estão bem adversas. Por outro, você terá ao seu lado alguns ajudantes fieis, um cd do Chico Buarque e alguns bombons de café. Topas?

postado por: Samara 12:09 PM

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Quinta-feira, Fevereiro 01, 2007


Comentem

Sempre que alguém do meu círculo social vem comentar comigo de algum texto desse blog (principalmente aqueles que não deixam seu registro nos comentários, pois me pegam de surpresa), eu penso na possibilidade abandonar a vida de blogueira. Por quê? Porque, embora pareça contrastante, eu fico envergonhada de ter a vida e minhas escritas expostas e comentada em público assim, ainda mais por pessoas que convivo no dia-a-dia. É difícil convencê-los que nem tudo escrito em primeira pessoa é real e que nem sempre tudo que está terceira pessoa é ficção.
Espero eu, que nem todos vejam isso aqui meramente como um diário virtual, pois não é. Mas ocasionalmente (ou não) possa vim a ter alguns relatos profundamente pessoais. Toda palavra tem o quê de quem a escreve. Queira ou não, tem um pouco de mim nesses textos, confesso. E talvez por isso eu sinta vergonha de torná-los sons na boca de estranhos ou de conhecidos. Eu gosto demais de escrever, tanto que tenho superado essa timidez e continuado com o blog. Talvez a solução seja criar um blog anônimo, mas eu preciso superar meus medos. Então, comentem a vontade. Aqui ou quando encontrarem comigo por aí. Os que querem continuar anônimos, tudo bem também, como diz Antonio Maria: "No mais, tudo é menor. O socialismo, a astrofísica, a especulação imobiliária, a ioga. O homem só tem duas missões importantes: amar e escrever à máquina. Escrever com dois dedos e amar com a vida inteira"

Falando nisso, a Ferdi me disse hoje que um dos textos desse blog foi parar na coluna Blog de Papel do jornal O Tempo de Belo Horizonte. Oque é meu pequeno círculo social diante de uma cidade inteira? Lili bem que podia ter me comunicado antes para, pelo menos, eu ter arrumado a casa.

postado por: Samara 11:57 PM

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