
Maria Samara, Samara, Sam, S:
21 anos, Fortaleza/CE, pisciana,
comunicação social, publicidade, Literofágicos, Marv, BNB, UFC, TTS,
N.E.N.P - A.V.E.U.F, 3CG, U2, Chico, Cordel, música para ouvir e dançar,
cinema nacional, muitos livros, dúvidas existências, divagações, aventuras, venturas e desventuras.
Mais da mesma:
Nasceu numa noite de quinta-feira,
quase sexta. Tem mania de ligar tudo à
data do seu nascimento. Tem várias
outras manias, mas é melhor não
comentar, vão achar que ela tem
o TOC. Gosta de ler: livros,
revistas, blogs, papeis avulsos,
jornal, bula de remédio, manual
de instrução e pensamentos. Também gosta de escrever, por isso o blog
(oh!). E de cultivar amigos-irmãos-eternos (que pleonasmo!).
Quer plantar uma
árvore, escrever um livro e
principalmente ter um filho.
Tem idéias utópicas para uma
sociedade ideal. Sim, é meio "meio
intelectual, meio de esquerda". Sofre
de uma certa perca de memória
recente e mais ainda da antiga.
Se existe uma coisa que odeia é
esperar. Ela odeia outras coisas,
mas melhor não comentar, pode
faltar espaço. E sempre quis
falar de si em terceira pessoa.
Cá estou também:
:: Chute o Balde
:: Escritas em Flash
:: Fotolog
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Quinta-feira, Novembro 30, 2006
Sobre a minha sensibilidade cinematográfica, a felicidade e algo mais
Todos sabem, eu não caio na teia de filmes feitos para chorar. Não chorar, também não quer dizer que eu não me sensibilize. Em geral eu sou tocada por coisas sutis. Embora eu não derrame uma lágrima vendo o mais triste dos dramas, eu me emociono só com a lembrança de uma pessoa amada ou ouvindo Retrato em Preto e Branco de Tom Jobim e Chico Buarque.
Transcendendo a melancolia, eu também me emociono fácil, fácil com as simples dádivas da vida. Sabem do que eu estou falando? Estou falando de fechar os olhos e sentir o vento tocar seu rosto, ver o brilho dos olhos de lábios que sinceramente te sorrir, sentir que alguém te acompanha, te ouve e te ampara sem restrições, num contato brando e afetuoso, senti que sua pele combina com a dele, senti-se fundamental para alguém que é essencial para você, ficar abraçado a esse alguém vendo o sol nascer, caminhar de mãos dadas, ler ouvindo música, ouvir inesperadamente uma de suas músicas preferidas, ser tocada pelos olhos, andar sem rumo pela sua cidade... Sabe como? Então, vejo e sinto a beleza dos momentos e lugares menos improváveis e isso me guia numa busca de felicidade pelos simples detalhes que passam despercebidos por muitos. E cada dia noto que sou privilegiada por poder ter essa concepção de mundo e tentar aproveitar quando a felicidade me aparece nas horinhas de descuido, como diria Guimarães Rosa.
Enfim, a intenção inicial desse post era pra falar sobre filmes, então, vamos aos fatos: Depois de algumas decepções cinematográficas seguidas, as minhas últimas empreitadas nesse meio estão sendo felizes. Os ótimos "O Ano que meus pais saíram de Férias" e "O Grande Truque" vieram despachar as lembranças do fraco "Torres Gêmeas" e do cansativo "A Criança". Mas, hoje eu desejo destacar outros dois filmes, que não são nenhuma obra prima, que tem lá seus defeitos que soltam aos olhos, mas que me ganharam por detalhes sutis. Filmes feitos pra chorar, que eu não chorei, mas...
Tirando o começo apoteótico e o final mirabolante "A Fonte da Vida" é basicamente um filme de amor e sensibilidade, assim como "Antes que termine o dia". Em "A Fonte da Vida" o que se destaca é a luta de Thomas pela vida de Izzi (sua esposa), o lamentável é que ele se dedica tanto a isso, que acaba se privando e privando a amada de momentos a dois. É uma corrida contra o tempo e, ás vezes, contra ele mesmo. Só pra constar: Uma das melhores cenas é a da banheira, mas a que eu quase chorei foi outra mais pro final (não vou contar para não perder o encanto).
Já em "Antes que Termine o dia", Ian (o mocinho) tem o pior fim de dia que ele poderia ter, mas ele teria mais uma chance de não perder Sam (a mocinha) ou de mostrar para ela o quanto a amava e ela era importante para ele antes que o dia acabasse, e ele se visse confrontado com a verdade. Talvez buscasse por um fim menos triste, um fim que ele mesmo semeou ao negligenciar tudo que Sam tinha a lhe oferecer, mas nem sempre os finais são felizes, o que se pode é tentar é recuperar um tempo perdido. Claro que teria sido bem melhor se ele tivesse se dado conta disso muito antes da eminência de perder aquela que lhe ensinou o que é amar e ser amado de verdade. Claro que nem sempre há uma segunda chance e mesmo quando há nem sempre oferece as mesmas vantagens da primeira chance, e pode ter conseqüências doloridas. Só pra constar: a melhor cena é a do dialogo/declaração de amor na chuva, mas acho que a mais choravel seja outra mais pro meio do filme (também não dá pra contar).
E o que fica é a sensação de que tudo depende de nossas escolhas. Tudo. Principalmente a nossa felicidade.
postado
por: Samara
11:22 PM
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Sobre a minha sensibilidade cinematográfica, a felicidade e algo mais
Todos sabem, eu não caio na teia de filmes feitos para chorar. Não chorar, também não quer dizer que eu não me sensibilize. Em geral eu sou tocada por coisas sutis. Embora eu não derrame uma lágrima vendo o mais triste dos dramas, eu me emociono só com a lembrança de uma pessoa amada ou ouvindo Retrato em Preto e Branco de Tom Jobim e Chico Buarque.
Transcendendo a melancolia, eu também me emociono fácil, fácil com as simples dádivas da vida. Sabem do que eu estou falando? Estou falando de fechar os olhos e sentir o vento tocar seu rosto, ver o brilho dos olhos de lábios que sinceramente te sorrir, sentir que alguém te acompanha, te ouve e te ampara sem restrições, num contato brando e afetuoso, senti que sua pele combina com a dele, senti-se fundamental para alguém que é essencial para você, ficar abraçado a esse alguém vendo o sol nascer, caminhar de mãos dadas, ler ouvindo música, ouvir inesperadamente uma de suas músicas preferidas, ser tocada pelos olhos, andar sem rumo pela sua cidade... Sabe como? Então, vejo e sinto a beleza dos momentos e lugares menos improváveis e isso me guia numa busca de felicidade pelos simples detalhes que passam despercebidos por muitos. E cada dia noto que sou privilegiada por poder ter essa concepção de mundo e tentar aproveitar quando a felicidade me aparece nas horinhas de descuido, como diria Guimarães Rosa.
Enfim, a intenção inicial desse post era pra falar sobre filmes, então, vamos aos fatos: Depois de algumas decepções cinematográficas seguidas, as minhas últimas empreitadas nesse meio estão sendo felizes. Os ótimos "O Ano que meus pais saíram de Férias" e "O Grande Truque" vieram despachar as lembranças do fraco "Torres Gêmeas" e do cansativo "A Criança". Mas, hoje eu desejo destacar outros dois filmes, que não são nenhuma obra prima, que tem lá seus defeitos que soltam aos olhos, mas que me ganharam por detalhes sutis. Filmes feitos pra chorar, que eu não chorei, mas...
Tirando o começo apoteótico e o final mirabolante "A Fonte da Vida" é basicamente um filme de amor e sensibilidade, assim como "Antes que termine o dia". Em "A Fonte da Vida" o que se destaca é a luta de Thomas pela vida de Izzi (sua esposa), o lamentável é que ele se dedica tanto a isso, que acaba se privando e privando a amada de momentos a dois. É uma corrida contra o tempo e, ás vezes, contra ele mesmo. Só pra constar: Uma das melhores cenas é a da banheira, mas a que eu quase chorei foi outra mais pro final (não vou contar para não perder o encanto).
Já em "Antes que Termine o dia", Ian (o mocinho) tem o pior fim de dia que ele poderia ter, mas ele teria mais uma chance de não perder Sam (a mocinha) ou de mostrar para ela o quanto a amava e ela era importante para ele antes que o dia acabasse, e ele se visse confrontado com a verdade. Talvez buscasse por um fim menos triste, um fim que ele mesmo semeou ao negligenciar tudo que Sam tinha a lhe oferecer, mas nem sempre os finais são felizes, o que se pode é tentar é recuperar um tempo perdido. Claro que teria sido bem melhor se ele tivesse se dado conta disso muito antes da eminência de perder aquela que lhe ensinou o que é amar e ser amado de verdade. Claro que nem sempre há uma segunda chance e mesmo quando há nem sempre oferece as mesmas vantagens da primeira chance, e pode ter conseqüências doloridas. Só pra constar: a melhor cena é a do dialogo/declaração de amor na chuva, mas acho que a mais choravel seja outra mais pro meio do filme (também não dá pra contar).
E o que fica é a sensação de que tudo depende de nossas escolhas. Tudo. Principalmente a nossa felicidade.
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por: Samara
11:21 PM
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| Sábado, Novembro 25, 2006
Peixes não podem ir contra a correnteza
É inútil tentar apressar o rio, uma atitude dessas só revelaria tolice de sua parte. Compreenda, você já deu os passos necessários que colocaram em marcha eventos que, agora, se encontram nas mãos do tempo, do misterioso tempo.
Peixes também têm pés sensíveis e se cansam de ter sempre que tomar a iniciativa ou de ter que ter idéias geniais por minuto.
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por: Samara
11:39 PM
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| Domingo, Novembro 19, 2006
Um romance unilateral
Não foi quando ele a intimidou com seu olhar em todo lugar, nem foi quando usou as três palavrinhas querendo mesmo era expressar as outras três palavrinhas. Quase foi quando ele a deixou vermelha ao subir no palco naquele show da banda do amigo e cantou "Último Romance" sem tirar os olhos dela. Ela desviou, se irritou, "brincadeira sem graça", mas no fundo gostou. Também não foi quando ele se projetava na sua frente disposto a ajudá-la em todo momento, como se a seguisse, pressentisse suas ânsias, "coincidência","sintonia", ele dizia, ela só ria, por pura educação e simpatia. Mas sim quando, olhando as fotos dela de infância e pré-adolescência, ele disse: "Nossa, onde eu estava nessa época? Quanto tempo eu perdi sem está ao seu lado!". Aí ela soube, ele a amava. E ao invés de se alegrar, ela se desesperou, porque quase tão ruim quanto um amor não correspondido, é não corresponder a um amor.
Em tempo: esse texto é uma ficção, mas qualquer semelhança com a realidade pode não ser mera coincidência, pois que romances assim existem, ah, existem!
Outra coisa: "Último Romance" é uma música muito bonitinha! Não conheço uma mulher que não adoraria ser homenageada com essa canção. Eu ainda serei! (serei?) Minhas partes preferidas são:
Eu encontrei-a quando não quis
Mais procurar o meu amor
E quanto levou foi pra eu merecer
Antes de um mês eu já não sei
E até quem me vê, lendo jornal
Na fila do pão sabe que eu te encontrei
E ninguém dirá
Que é tarde demais
Que é tão diferente assim
O nosso amor
A gente é quem sabe pequena
Ah vai! me diz o que é o sufoco que eu te mostro alguém
A fim de te acompanhar
E se o caso for de ir a praia
Eu levo essa casa numa sacola
Eu encontrei-a e quis duvidar
Tanto clichê
Deve não ser
Você me falou
Pra eu não me preocupar
Ter fé e ver coragem no amor
E só de te ver
Eu penso em trocar
A minha tv num jeito de te levar
A qualquer lugar
Que você queira
E ir onde o vento for
E pra nós dois
Sair de casa já é
Se aventurar
Ah vai! me diz o que é o sossego que eu te mostro alguém
A fim de te acompanhar
E se o tempo for te levar eu sigo essa hora
Pego carona
Pra te acompanhar
(ou seja, a musica inteira, rs)
Só mais uma coisa: Diz o Amarante, o compositor, que o casal da canção é um casal de velhinhos, o que torna a música ainda mais linda.
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por: Samara
6:12 PM
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| Terça-feira, Novembro 14, 2006
Sete
Se existem as crises do 7° dia, da 7ª semana (ah, a 7ª semana!), do 7° mês e do 7° ano, porque não haveria de ter a do 7° semestre? Então, fica assim, uma pessoa com vontade de sumir! É difícil dormir com tanta coisa na cabeça... Mas ela vai gritar pros males espantar e vai tentar rir com aqueles com quem divide o mesmo desespero. E vai pedir baixinho: me dá um abraço? Poucos ouvem, poucos atendem ao pedido, mas pra ela já basta. O mesmo lugar que traz paz, traz tormento, porque tudo tem mel e tem sal. E se, por um acaso, o peito continuar apertado ainda sobra um último fio de voz para um outro apelo...
Catorze
Dia 14 (7 + 7), por alguma inconseqüência do destino, os dias 14, para mim, ou são muito bons ou muito ruis. A julgar pela angústia e o desânimo que acordaram comigo hoje, eu diria que a tendência é de tempo fechado, mas eu tenho um guarda-chuva, basta usá-lo. Então, com licença, que eu tenho que ir pra faculdade a tempo de pegar a última aula.
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por: Samara
10:52 AM
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| Domingo, Novembro 12, 2006
...
Ele não entrava em detalhes, eu não iria perguntar. Vida sem solução: éramos mesmo parecidos.
- Você acha que somos? - Perguntei um dia.
- Nem pense nisso. Você está numa fase ruim, isso passa. Um dia passa, melhora.
...
Chego ao topo, vou até á beirada onde ela mostrava sua coragem, de repente fico corajosa também. Nenhuma vertigem. A indiferença é uma forma de libertação?
...
Mas era jovem naquele tempo, e viciada no jogo de viver. Logo uma inquietação bem conhecida começava a acenar de longe, dava cambalhotas, botava a língua, chamava:
- Olhe aqui, chorona, ainda existo, a vida, lembra?
(Trechos aleatórios do livro "As Parceiras", de Lya Luft)
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por: Samara
9:45 PM
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| Quinta-feira, Novembro 09, 2006
(1)
Como eu adoro você quando...
você me pergunta do meu dia, esperando detalhes que eu só revelo a você, pois você me ouve atento e sem censuras.
você me conta do seu dia, com aqueles detalhes que só eu faço questão de saber, pois quero ouvir você sem censuras.
você me liga de manhã cedinho desejando uma boa prova ou de noite para perguntar do amanhã e me deixa meio assim, assim.
você me diz boa noite quase como quem faz um convite para o dia seguinte a gente continuar, meio torto, apoiado só do seu lado, porque no meu ainda não encontra lugar.
você diz me entender e pede mais uma vez para eu tentar caminhar com você.
você diz que me adora e fingi que não se importa quando eu falo que não é bem assim, que não sei se posso ser assim, tão pouco te jurar que vou tentar.
você, sem querer, deixa escapar coisas sobre mim que soube só de me observar, quando eu nem imaginava que era alvo do seu olhar.
você não disfarça a surpresa de me ver com um novo corte cabelo e de me ver diferente na maneira de me vestir, me posicionar e de andar, mas mesmo assim aprova e diz pra eu continuar.
(2)
Como eu adoro você quando...
você me sorri aquele sorriso que eu tanto gosto, aquele sorriso de brilhar os olhos.
você me acorda, esperando um retorno que eu temo em te dar.
você chega manso nos passos e nos agrados na tentativa de me fazer uma surpresa e sem saber que eu sinto a sua presença até onde você não está.
você canta para mim outra vez aquela canção que você não consegue parar de ouvir, de modo que ela não saia da minha mente e assim eu me pego a cantá-la a toa por aí.
você me chama daquele apelido que é seu, exclusivo e me faz vacilar.
você me liga sem ter um motivo e bobo fica meu riso só de te ouvir falar.
você aparece de repente com alguma palavra bonita para me encantar, e eu sinto que é verdadeiro o que você diz e tudo mais que me aflige some no ar.
você me faz rir e esquecer que daqui aonde eu me encontro não alcanço sua mão, não te vejo e não posso tentar.
Nota: O você em questão não se limita a uma só pessoa, então, se você se identificar com alguns dos pontos (ou com uma das partes) a cima se sinta homenageado e adorado.
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por: Samara
12:14 PM
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| Segunda-feira, Novembro 06, 2006
Dos diálogos femininos
- A fulana é uma espécie de Bridget Jones bem sucedida.
- Mais ou menos, né. Profissionalmente sim, mas falta o Mark Darcy.
- Ah, é. Mas sempre tem um Daniel Cleaver.
- Sim, sim, Daniel Cleavers são sempre bem-vindos, mas fazem sofrer.
- Mas é só até chegar o Mr. Darcy.
- É, daí o Mark vai brigar com o Daniel pela Bridget e por Bridget.
- Não, melhor, ele vai cantar "Aquela Mulher".
- Hummm...Chico?!
- Sim, sim!
- Uau, seria perfeito! Acaba com qualquer Daniel.
- Claro, o Mark Darcy é perfeito.
Aquela Mulher
(Chico Buarque)
Se você quer mesmo saber
Por que ela ficou comigo
Eu digo que não sei
Se ela ainda tem seu endereço
Ou se lembra de você
Confesso que não perguntei
As nossas noites são
Feito oração na catedral
Não cuidamos do mundo
Um segundo sequer
Que noites de alucinação
Passo dentro daquela mulher
Com outros homens, ela só me diz
Que sempre se exibiu
E até fingiu sentir prazer
Mas nunca soube, antes de mim
Que o amor vai longe assim
Não foi você quem quis saber?
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por: Samara
9:39 PM
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| Sexta-feira, Novembro 03, 2006
Caixinha de lembranças
Ontem conversando com a amiga Bruna sobre nossas "caxinhas de lembranças", ou seja, sobre nossa coleção de recordações materiais de acontecimentos e pessoas - de fotos a papeizinhos aleatórios que só nós sabemos o quão valiosos são -, fiquei com vontade de revirar meu guarda-roupa só para me deparar com essas coisinhas que nos trazem lembranças de latejar lágrimas dos olhos e de fincar sorriso nos lábios. Só que a preguiça de uma noite que já estava chamando o sono da madrugada, fez com que eu tivesse uma outra idéia: revirar os arquivos do meu antigo blog.
Meu antigo blog durou de maio de 2003 a março de 2005. Eu sempre fico com receio de ler minhas escritas passadas, pois encontro muitos defeitos de estilo (leia-se: eu escrevia muita bobagem!), não que hoje seja muito diferente, mas hoje eu não fico mais respondendo comentários nos posts, nem relato aqui que sábado a noite eu fui na festa tal e muito menos encho isso aqui de gifs animados (credo!). Ainda bem que as pessoas evoluem. E como! Ainda bem!
Mesmo assim, em geral, eu gostei do que eu reli. Eu escrevia coisas bobildas e mais engraças antigamente. Vejam só! Interessante também notar como você pode mudar em tão pouco tempo, enquanto em outros aspectos você continua a mesma. Poder ter uma visão mais afastada dos acontecimentos e assim refletir com mais maturidade sobre eles, rir de certos fatos e sentir saudades de outros. Ver que você até que não escrevia tão ruim. Ler antigos comentários e notar que seu antigo blog era bem mais pop que o atual, é que pessoas vão, pessoas chegam, outras mudam e poucas permanecem. Ficar feliz porque você conseguiu alcançar algumas de suas metas e desejos. Aliás, numa das minhas listas de presentes de natal as únicas coisas que eu ainda não consegui foi o song book dos Titãs e um Mark Darcy pra chamar de meu. Do song book eu já perdi a esperança (artigo raro), me basta saber que por causa dele eu conheci a amiga Bru. Agora, quanto ao Mark Darcy, tipos como ele são bem mais raros do que o tal song book, mas, sei lá, o Natal está aí, e esse ano eu fui uma boa menina, quem sabe, seja em 2007 que o homem da minha vida vai aparecer justamente da minha vida, por mais estranho que isso possa ser? É, algumas coisas nunca mudam.
p.s. Pode me chamar de nostálgica, nem ligo.
p.p.s. Não, não vou revelar o endereço do antigo blog, meu atual nível de maturidade ainda não permite que eu não sinta vergonha de certas coisas, rs.
postado
por: Samara
8:50 PM
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| Quinta-feira, Novembro 02, 2006
Feriado
ZUMTHOR, Paul. A Letra e a Voz. São Paulo: Cia. Das Letras, 1993.
ZUMTHOR, Paul. Introdução à Poesia Oral. São Paulo: Hucitec, 1997.
DOWNING, John D. H. Mídia Radical: Rebeldia nas Comunicações e Movimentos Sociais. São Paulo: Editora Senac, 2002.
E só pra relexar, porque não sou de ferro:
VERISSIMO, Luis Fernando. O Melhor das Comédias da Vida Privada. Rio de Janeiro: Objetiva, 2004.
Sim, o livro da Pagu continua comigo, mas só mais um dia, juro
Tudo isso ao som de Chico, sempre Chico, melhor ainda quando é Chico & Tom: "Pois é, fica o dito e o redito por não dito..."
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por: Samara
6:56 PM
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