
Maria Samara, Samara, Sam, S:
21 anos, Fortaleza/CE, pisciana,
comunicação social, publicidade, Literofágicos, Marv, BNB, UFC, TTS,
N.E.N.P - A.V.E.U.F, 3CG, U2, Chico, Cordel, música para ouvir e dançar,
cinema nacional, muitos livros, dúvidas existências, divagações, aventuras, venturas e desventuras.
Mais da mesma:
Nasceu numa noite de quinta-feira,
quase sexta. Tem mania de ligar tudo à
data do seu nascimento. Tem várias
outras manias, mas é melhor não
comentar, vão achar que ela tem
o TOC. Gosta de ler: livros,
revistas, blogs, papeis avulsos,
jornal, bula de remédio, manual
de instrução e pensamentos. Também gosta de escrever, por isso o blog
(oh!). E de cultivar amigos-irmãos-eternos (que pleonasmo!).
Quer plantar uma
árvore, escrever um livro e
principalmente ter um filho.
Tem idéias utópicas para uma
sociedade ideal. Sim, é meio "meio
intelectual, meio de esquerda". Sofre
de uma certa perca de memória
recente e mais ainda da antiga.
Se existe uma coisa que odeia é
esperar. Ela odeia outras coisas,
mas melhor não comentar, pode
faltar espaço. E sempre quis
falar de si em terceira pessoa.
Cá estou também:
:: Chute o Balde
:: Escritas em Flash
:: Fotolog
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Terça-feira, Outubro 31, 2006
Mais um momento musical: AA e SB.
Arnaldo Antunes - Qualquer: Deite-se numa rede a beira-mar e coloque "Qualquer" pra tocar "Da Aurora Até o Luar". Esse é bem o clima do cd, meio que seguindo a linha que Arnaldo já apontava no seu último trabalho, o ótimo "Saiba". Agora Arnaldo vem mais voz e menos percussão. O ponto negativo é que as melodias parecem que vão se repetindo a cada faixa. Apesar disso, gosto desse clima sereno, da valorização da voz do Arnaldo, que é forte, grave e marcante, me agrada também alguns temas das canções e a forma como é representada poeticamente. Destaco: "O que você quer saber de verdade", "Sem Você" e "Contato Imediato". Descarto: "Lua Vermelha", chatinha demais. Só pra constar: o cd vai ficando melhor a cada audição.
Sérgio Britto - Eu Sou 300: O cd já começa muito bem com "São Paulo", e seu ápice já se dá na segunda faixa "Na Linha do Horizonte", na qual melodia, letra e voz estão em total harmonia. Mas não pára por ai, o segundo trabalho solo do titã Sérgio Britto vem no ritmo do pop "a sua cara" que, ora bebe um pouco na bossa nova, ora declina pro rock. Uma mistura de sons bem interessante com letras idem. Além das já citadas, destaco: "O Ritmo do seu coração", "Raquel" (linda homenagem a esposa do músico), "Vem Andar comigo" e "José" (para o filho), que mostram a nuance mais melódica do cd. Enquanto "Chulapa Free", "Anticorporativa" e "Agora eu quero a verdade" vêm mais incisivas, rockão, entoando o futebol e críticas sociais e políticas, algo assim, bem titânico. Ótimo.
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por: Samara
10:01 PM
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| Sábado, Outubro 28, 2006
Momento musical: CFE, NDN e TM
Cordel do Fogo Encantado - Transfiguração: Acho que todo esse 3º trabalho do grupo vale a pena só pela música "Aqui (ou Memórias do Cárcere)", mas ainda tem "Morte e vida Stanley", "Louco de Deus (ou Perto de Você)" e até mesmo a "Pedra e Bala (ou os Sertões)" que mais parece Rappa e Sepultura do que Lirinha e cia em parceria com B Negão (sim, aquele mesmo do Planet Hemp). O grupo conseguiu inovar na sua inovação, agora estão mais musical, mais cantantes do que declamadores de poesias, a percussão aparece ainda mais trabalhada e detalhada. E quanto as letras, elas passam pelo sertão, pela cidade grande, pelos problemas sociais, pelos dilemas existências, pela menina e pela saudade, que como sempre é um tema muito presente nas composições do grupo e, talvez, seja isso que eu mais goste no Cordel. Depois do sotaque, claro.
Nenhum de Nós - Pequeno Universo: Depois de me viciar no ótimo "Histórias Reais, Seres Imaginários", esperava mais do novo (nem tão novo assim) trabalho da banda, mas "Pequeno Universo" convence por canções como "Igual a você", "Esperanças Perdidas" e até pela inusitada versão para "Eu e Você sempre", que você, com certeza, já conheceu como pagode ("Foi aí que o barraco desabou, nessa que meu barco se perdeu..." - lembrou, né?).E não é que ficou bom! Só ouvindo para crer. O cd todo é assim, narra desde as pequenas nuances aos grandes conflitos do relacionamento a dois, seja amoroso ou fraternal. Um pop rock romântico muito bem feito.
Teatro Mágico: Nenhum cd especifico, estou ouvindo diversas músicas aleatórias, que refletem um olhar sensível sobre o cotidiano, o mundo, o eu e o nós. Com arroz e feijão, e com café e leite, fazem lindas canções de amor. Inventam um mar apaixonado por uma menina, entoam que "os opostos se distraem, os dispostos se atraem", cantam a insônia e mandam o medo dormir. Belo. Nem sei muito sobre eles, mas dizem que o show é tão magnífico quanto as músicas. No blog deles se definem como: "um projeto musical que reúne elementos do teatro, do circo, da poesia, da dança, da literatura e do cancioneiro popular". Eis, então meu novo projeto de vida: ir a um show do Teatro Mágico. Até mês passado nunca tinha ouvido falar deles, felizmente, fui apresentada ao som e a poesia do grupo. E eu adoro belas descobertas musicais como essa. Pra quem não conhece, fica aqui a dica. Comecem por "Fé Solúvel", "Ana e o Mar", "O Anjo Mais Velho", "Amém", "Separô" e "Prato do Dia". É, todas essas só pra começar a se viciar.
Também ando ouvindo um pouco e descobrindo aos poucos as canções de Lenine, Seu Jorge e Vanessa da Mata. Desses, Lenine é o que mais me apetece. Ouvindo muito também os novos trabalhos de Arnaldo Antunes e Sérgio Britto, mas tudo isso fica pra próxima (ou não).
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por: Samara
9:33 AM
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| Quarta-feira, Outubro 25, 2006
Placebo
Acordei sem sono, depois de tantos dias, realmente disposta. Logo ao meio-dia resolvi experimentar o novo de novo, dei uma segunda chance e me dei conta que aquilo que sempre estava embaixo do meu nariz podia ser realmente uma opção. Uma boa solução. Porque eu gosto de conhecer novas palavras, significados, pessoas, bons sentimentos, lugares, sensações, de atravessar a rua acompanhada pra não precisar olhar pros lados, de um ouvido pra as minhas histórias e de alguém que me diga para aproveitar a serenidade que exala na sua presença.
Placebo: do Lat. placebo, de placere, agradar. s. m., Med., substância neutra (sem qualquer efeito farmacológico) por vezes prescrita para levar o doente a experimentar alívio dos sintomas pelo simples fato de acreditar nas propriedades terapêuticas do produto.
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por: Samara
10:29 PM
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| Segunda-feira, Outubro 23, 2006
VOCÊ
Você que sai de casa de manhã, cheia de disposição pra reencontrar as mesmas pessoas e executar novamente as mesmas tarefas, sentada na mesma cadeira do mesmo escritório. Você que sabe que essa disposição vai ter expirado por completo às 17:30 pelo fato de você tanto ter se empenhado nessa sua profissão de resolver problemas. Você que tem que correr todo dia pra chegar ao ponto do lotação antes do lotação, e às vezes até contar com a boa vontade do motorista que, por costume, espera um pouco por você antes de dar a partida.
Você que tem que estudar à noite e chegar à sala de aula sempre ofegante e no momento exato do término da explicação; quando o professor pede exercícios sobre o que acabou de explicar. Você que em fins de mês ¿ às vezes, por todo o mês - não pode ir até a lanchonete na hora do intervalo da aula, pois tudo o que tem na carteira é a conta exata da passagem de volta do lotação.
Você que às vezes atrasa no banheiro na volta do horário de almoço ou no meio da aula, só pra poder chorar um pouco. Você que também descobriu que o ser humano tende a ser sozinho e se assustou quando percebeu que também estava seguindo essa tendência.
Você que acredita em democracia, socialismo, milagres, vida em outros planetas, amor verdadeiro (mas não eterno), Deus. Você que não acredita em horóscopo, outras vidas, fantasmas, diplomas, televisão. Você que sonha com independência financeira e pensa em financiar o próprio apartamento sem contar pra ninguém, nem para seus pais. Você que sonha em conhecer outros países e apesar dos pesares continuar morando aqui.
Você que tenta sempre enxergar além, que minimiza os defeitos dos outros fazendo com que eles se sintam bem. Você que pensa que a pessoa pela qual você espera também já te espera ansiosa, sem saber que vocês vão se encontrar em muito pouco tempo. Você que não descarta os fumantes (mesmo que seja um pseudo-fumante que fuma três cigarros por ano e se arrepende depois de cada um com medo de se viciar), porque sabe que cada um precisa de um subterfúgio. Você que não liga pra manias, mas foge de modismos. Você que não tem um estilo definido para se vestir, mas sempre está em metamorfose.
Você que quase sempre ouve mais do que fala, mas em algumas poucas vezes fala demais só pra desabafar e depois de ter falado sente aquela vontade enorme de morrer. Você que como toda e qualquer criatura do sexo feminino vivente na face da terra possui seus defeitos: opta pelo menos prático, carrega na bolsa coisas inúteis só para ter dor na coluna depois por causa do peso, demora muito para escolher entre mais de duas coisas seja lá quais forem as coisas, gasta sempre mais do que o salário que ganha e compra coisas sem a menor utilidade para a própria vida só porque são bonitinhas, engraçadas ou coloridas.
Você que não repudia a idéia de ter mais de dois filhos e não usa argumentos clichês como o de que vai ficar muxibenta e capenga. Você que tem vontade de viver por muito tempo; ficar bem velhinha e poder ver as gerações passando por você. Você que vai aceitar os percalços da idade sem problemas. Desde que você tenha audição pra ouvir música - como sempre adorou a vida inteira - até seu último dia, tudo bem. Você que sabe que é difícil ser feliz, mas não desiste de ser de jeito nenhum. Você que supõe o céu num olhar e tem a varinha mágica pra revirar meu destino, desenhar comigo um projetinho de vida.
Você que se chama Maria, Joana, Lúcia, Fernanda, *Paula, Carolina, Virginia, *Samara. Você que vai ter um nome que com certeza vou adorar repetir. Você que existe em qualquer lugar aqui por perto.
Me diga onde está você!
* Qualquer semelhança com a vida real não é uma coincidência.
Nota: Texto escrito pelo Raul e originalmente postado no seu blog, o excelente Manual Cerebral. Gostei e me identifiquei tanto com o texto que tive que postá-lo aqui. Ainda bem que o Raul deixou... Obrigada, meu caro! ;o)
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por: Samara
10:29 PM
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| Domingo, Outubro 22, 2006
Condicional
Só asteriscos ao acaso:
* Eles têm muito em comum, até torcem pelo mesmo time. Foram assim feitos um pro outro. Mas ela tem receios, então ele diz que não tem problema em desconhecer. Sendo assim, ela decidiu, dessa semana não passa! No máximo até o fim do mês. Torçam por ela. Torçam por um sim.
* Em algum lugar do passado ele me disse: "Você cuidou da idéia e eu de concretizá-la. Onde a gente errou?". E eu não disse nada, certos erros a gente não aponta.
* Desisti de vez do livro da Pagu, não dar mais insistir na leitura. Já estou de olho em outro, um livro que reúne cartas trocadas por Jean-Paul Sartre e Simone De Beauvoir. Afinal, a vida continua...
* Interessante é que só quando vivemos é que notamos o real sentido das poesias. Por exemplo, Go Back, poesia de Torquato Neto musicada por Sérgio Britto, nunca me fez tanto sentido. Falando nisso, a música que resumiria o hoje (e explica o título do post) é Condicional, dos Los Hermanos.
....do que eu preciso é lembrar, me ver antes de te ter e de ser teu... e mesmo assim eu sei também, existe alguém pra me libertar...
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por: Samara
3:51 PM
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| Terça-feira, Outubro 17, 2006
Dois loucos
Na insensatez de um desejo se fez o momento. A intensidade desse beijo despertou o quê estava bem lá dentro. Em vão censuraram o incontrolável.
Não há planos, nem expectativas, a não ser, aquelas que de tão naturais nos seus devaneios, não são expectativas, mas sim certezas. Há também uma vontade de se encontrarem nesse limbo.
Será que alegria de saber que um é quem completa o outro é maior do quê a angústia que os acomete?
Respostas? Certezas? Só as primordiais e essenciais. Não adianta ir de encontro. O quê está no seu destino sempre aparece de repente, como na primeira vez.
E loucos, é o quê todos dizem sobre eles - inclusive eles mesmos.
Tem aqueles que se revelam por imagens, aqueles que transformam sentimentos em sons. Eu, particularmente, só me entrego pelas palavras.
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por: Samara
9:23 PM
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| Quinta-feira, Outubro 12, 2006
Conversa entre vizinhas
- Oi, eu moro aqui na frente, sou filha da Luzanira. Vou sair agora, e não tem ninguém em casa, posso deixar a chave aqui?
- Eu sei quem você é, é a peixinho. Recebeu a revista (sobre o signo de peixes)?
- Recebi sim, obrigada. Estou lendo...
- Leia mesmo. Nós de peixes sofremos muito.
- É, muito sensíveis, né...
- Não, não é só isso. Nós sofremos porque sempre procuramos fazer o bem para as pessoas, mas elas não reconhecem.
- É...
- Sofremos porquê, mesmo sabendo que não merecem, confiamos demais nas pessoas. Estamos sempre dispostas a dar uma segunda chance...
- (já abismada) É verdade!
- Saturno não gosta da gente. Todas as pessoas de peixes estão sofrendo nesse período.
- (desesperada)...
- Mas, vai melhorar no final do ano. Agora no final do mês, Júpiter vai entrar em ação, vamos entrar em escorpião e as coisas vão melhorar para os peixinhos.
- (alivida) Que bom!
p.s. O mais grave é que a vizinha descobriu, sem nenhum conhecimento prévio, o signo da outra vizinha :oO
p.s.s.Os librianos que me perdoem, mas que venham os escorpianos!!!
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por: Samara
12:43 PM
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| Sexta-feira, Outubro 06, 2006
Triângulo bibliográfico
Definitivamente, esse negócio de interromper as coisas...
Estava eu totalmente envolvida com a leitura das primeiras páginas de "Paixão Pagu: a autobiografia precoce de Patrícia Galvão", quando fui, por motivos de força maior, obrigada a ceder o livro a outra pessoa. Passou-se uns 2 meses (2 meses!!!), passaram-se tantos e tantas, e o livro voltou a minha mão. De cara a empolgação já não era mais a mesma, aquele clima de romance, que me fazia ler vagarosamente cada linha para que o livro não chegasse logo ao seu fim, mas ao mesmo tempo sem largá-lo, foi-se. Não que a história de Pagu não seja interessante, não que não seja intensa e poética a forma como ela escreveu a carta direcionada ao amor da sua vida, que agora, em forma de livro, se tornou um registro autobiográfico notório e público, mas eu, sinceramente, já não sentia o mesmo desejo. Estava lendo mais por pura obrigação de não deixar a leitura pela metade. Não sei cortar bruscamente laços desse tipo.
Foi aí que, de repente, entrou outro na história. Estava na biblioteca do trabalho, com a única e inocente intenção de procurar alguns livros acadêmicos para emprestar a uma amiga, quando, subitamente, nossos olhares se cruzaram. Ficamos nos encarando por um bom tempo. Foi ele que fez o primeiro contato, mas fui eu que cheguei nele. Analisei bem, pensei, refleti, quis levá-lo comigo, desistir por um segundo, e depois segui a diante com ele nas mãos. Rendi-me, fui conquista pelo:"O homem que conhecia as mulheres", de Marcelo Rubens Paiva. E foi uma paixão arrebatadora! Nosso relacionamento foi breve, mas intenso. Foi algo tão ou mais intenso do que tinha sido no começo com o livro da Pagu. O livro é composto de crônicas e contos afiados, no melhor estilo paulistano-cult- lascivo-de-meia-idade de Marcelo Rubens Paiva. Engraçado e sexy, uma ótima companhia casual para qualquer hora do dia ou da noite. Confesso, ainda estou encantada. Cogito a possibilidade de um revival, pelo menos dos melhores momentos, das melhores histórias, registrar alguns trechos, guardá-los para posteridade. Sei que dia 18 terei que devolvê-lo, daí, ele será de outra pessoa. Vou seguir, sem ciúmes, sem magoas, sem nada, só boas lembranças. Chegamos muito bem ao fim, sem cortes. Já o da Pagu, está aqui, página 88, são 159. Pode ser que apareça outro e me faça acabar logo com esse vinculo comodista. Pode ser também que qualquer dia eu retorne à leitura. Quem sabe até volte a me empolgar, ou apenas, por respeito, leia só por ler, pulando páginas inteiras, só pra que chegue logo ao final e assim eu devolva a sua dona, que me perguntará: "Gostou?". E eu responderei, já refeita do trauma: "Poderia ter sido melhor, se não tivesse sido interrompido".
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por: Samara
10:30 AM
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