
Maria Samara, Samara, Sam, S:
21 anos, Fortaleza/CE, pisciana,
comunicação social, publicidade, Literofágicos, Marv, BNB, UFC, TTS,
N.E.N.P - A.V.E.U.F, 3CG, U2, Chico, Cordel, música para ouvir e dançar,
cinema nacional, muitos livros, Mate Couro, guaraná antartica diet,
bombom de
café, qualquer coisa de frango, dieta, brinco de estrela, frio, piscina, (parênteses),
metalinguagem, reticências...
Mais da mesma:
Nasceu numa noite de quinta-feira,
quase sexta. Tem mania de ligar tudo à
data do seu nascimento. Tem várias
outras manias, mas é melhor não
comentar, vão achar que ela tem
o TOC. Gosta de ler: livros,
revistas, blogs, papeis avulsos,
jornal, bula de remédio, manual
de instrução e pensamentos. Também gosta de escrever, por isso o blog
(oh!). E de cultivar amigos-irmãos-eternos (que pleonasmo!).
Quer plantar uma
árvore, escrever um livro e
principalmente ter um filho.
Tem idéias utópicas para uma
sociedade ideal. Sim, é meio "meio
intelectual, meio de esquerda". Sofre
de uma certa perca de memória
recente e mais ainda da antiga.
Se existe uma coisa que odeia é
esperar. Ela odeia outras coisas,
mas melhor não comentar, pode
faltar espaço. E sempre quis
falar de si em terceira pessoa.
Cá estou também:
:: Chute o Balde
:: Escritas em Flash
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Sexta-feira, Junho 30, 2006
Sabe uma bagunça grande e em preto e branco?
Então, assim estou.
postado
por: Samara
5:21 PM
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| Sábado, Junho 24, 2006
No Alvo
Os gatilhos interiores foram acionados. Embora, eu pareça sentir a coisa mais rarefeita, diante dela, sou covarde. A ausência é ausência, nunca se preenche, só se acostuma a ela, se aceita resignado, afinal, essa perda é a mais certa das perdas.
A fragilidade novamente adquirida, agora faz abrir os olhos, se prender aos detalhes das pessoas amadas. Uma tentativa fugaz como a existência, pois só se eternizam os momentos, e mesmo assim, enquanto a mente permite que permaneçam nas lembranças.
postado
por: Samara
10:07 PM
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| Quarta-feira, Junho 21, 2006
As do dia
Notícia do dia: Michael Owen fora da Copa do Mundo. Que graça vai ter torcer pra Inglaterra agora? Eu não torcia pra Inglaterra, eu torcia pelo Owen, desde da copa de 1998. Eu sei, que vão falar que tem o Beckham, que ele também é lindo, mas não é isso... Afinal, se fosse por esse quesito eu nem torceria pro Brasil, mas sim pra Itália.
Dúvida do dia: Organizo minhas fotos no pc em pastas, uma delas nomeie de "Infância", nela ficam, logicamente, fotos de quando eu era criança. Quando será que eu nomearei uma pasta de "Juventude" ou algo do tipo?
Utilidade pública do dia: "O Youtube traz a infância de volta!" Em:Os Canastras, post do dia 20 de junho. Quase que choro revendo as aberturas de Carrossel, Get A Long Gang e Muppet Babies. Ainda bem que a do Cavalo de Fogo deu erro...
Certeza do dia: eu tive infância.
Pensamento do dia: A nostalgia é a maneira mais poética de aviso da velhice (by eu mesma).
Música do dia: Bolero Blues do Chico Buarque ("Quando eu ainda estava moço algum pressentimento me trazia volta e meia por aqui...").
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por: Samara
4:26 PM
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| Quinta-feira, Junho 15, 2006
Ciclo da vida e Citações aleatórias
Eu vejo as pessoas se amando. Que lindo!
Eu vejo essas mesmas pessoas se desentendendo. Que difícil!
Eu vejo essas mesmas pessoas se odiando. Que mundo, que mundo!
"Com o passar dos anos, aprendi que só há uma coisa na vida que não tem remédio: o chato. Esse é indestrutível, como as baratas que vão resistir à bomba atômica" (Marcelo Tas)
O que querem? Provar a si mesmo que são melhores? Ou não deixarem os melhores provarem a eles?
"As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos" (Mário de Andrade)
Alguém sabe como é difícil escrever, organizar, editar e publicar um livro? Fazer um filme? Compor uma música? Eu sei. Não reconhecem o trabalho, só a sorte.
"Escrever é um ofício árduo, cansativo, um artesanato organizado" (Paul Zumthor)
Não, não esperem nada além de diversão e arte para toda parte.
"A verdade é feia. A arte nos é dada para nos impedir de morrer de verdade" (Nietzsche)
Cansei da internet.Aliás, cansei de muitas coisas.
"Vou-me embora. Estou triste. Mas sempre estou triste" (Neruda)
postado
por: Samara
10:54 AM
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| Terça-feira, Junho 13, 2006
Eu e o futebol
Não sei exatamente qual era a minha idade, mas lembro perfeitamente de toda a empolgação da primeira vez que fui a um estádio de futebol. Evidentemente a estréia se deu no Castelão, a vista dos quintais da minha rua. É isso mesmo, na época em que as casas tinham quintais, eu morava relativamente próxima ao Castelão, e via o maior estádio do norte-nordeste no alto da minha querida goiabeira. Meu pai foi meu acompanhante e guia. O jogo era Ceará X Palmeiras. Não me pergunte por qual campeonato, não lembro. Só lembro do perrengue que foi entrar, permanecer e sair do estádio. Isso porquê o meu pai queria me preservar de qualquer perigo, seja ele físico ou mesmo verbal. Eu, acostumada a ver jogos pela tv, achei estranho não ter locução e os jogadores estarem tão longe, mas que era bem mais emocionante saber que tudo estava acontecendo ali nos meus olhos, isso era. Além disso, eu poderia escolher o quê observar, não me deter a edição de imagens das TVs. Eu escolhia meus lances, mas sem replay, é verdade. Foi meu pai também que me explicou preceitos básicos do futebol. Graças a ele, desde sempre eu soube o que era impedimento.
Na copa de 94, meu pai (ele de novo) chegou em casa com três camisas oficiais do Brasil, uma pra cada filho. Essa, sem dúvidas, foi a minha melhor copa. Também foi a única que eu pude acompanhar com o meu pai, que veio a falecer no ano seguinte. Aliás, ele foi meu grande incentivador e torcedor. Sim, eu já joguei (e bem!) futebol. Da 3° a 8º série fui uma das melhores jogadoras do colégio. Mas, aos poucos, fui deixando o esporte de lado.
95 foi o ano que me tornei torcedora de algum time, o escolhido foi o Corinthians. Motivos? Ser corintiano não se explica, meus caros. Corintiano é antes de tudo um apaixonado! Somos uma das maiores torcidas do país e estamos condenados a pequenas emoções nos intervalos dos sofrimentos (vide nosso momento atual: campeão brasileiro de 2005 e beirando o rebaixamento em 2006). Mas posso tentar apontar alguns incentivos: Amigos, as cores do uniforme, o escudo bonito e diferente e os jogadores - Viola e Marcelinho Carioca eram meus ídolos. Os jogadores sempre mudam, então, me sobra torcer por um símbolo. E não é assim com todos? Mas, na mesma maneira que fui parando de jogar, também fui perdendo a empolgação de torcer. Eu, que nunca fui fanática, hoje só acompanho de longe os resultados do Timão. No mais, quando o Corinthians não está em campo, adoto uma postura barrista: torço em primeiro lugar para os times cearenses (com preferência para o Ceará, por causa do meu irmão fanático pelo Vozão), depois para qualquer time brasileiro quando jogar contra um estrangeiro, e para qualquer time que jogar contra o Palmeiras (não tem jeito aquele tom de verde não me agrada de maneira alguma).
E cá estou em meio de mais uma copa do mundo. É incrível como essa período causa mudanças nas pessoas, nas ruas, nas organizações, na mídia, enfim, em tudo e em todos, principalmente aqui no Brasil. Bolões de aposta e o verde e amarelo para todo lugar que eu olho. Resolvi não entrar em nenhum bolão, com a minha sorte atual só ia perder dinheiro, mas estou acompanhando os resultados, e até estou preenchendo uma das zinhões de tabelinhas-brindes que ganhei. Combinei de assistir a estréia no Brasil com os amigos da faculdade em casa. Sou avessa a grande aglomerações em lugares públicos em volta de uma TV (ou mesmo telão). Visto preto, afinal a camisa de 94 não serve mais em mim, mas vou levando bandeirinhas que comprei no Saara. Ao poucos vou entrando no clima da copa, sem alienações, claro, mas que elas existem, ah, existem!
postado
por: Samara
1:36 PM
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| Segunda-feira, Junho 05, 2006
Dois discos
"A vida sem música é simplesmente um erro, uma tarefa cansativa, um exílio" (Nietzsche)
Carioca: novo disco de Chico Buarque, após oito anos de seca musical. A cada audição eu me deparo com algo novo, seja um efeito sonoro, um barulhinho bom ainda não percebido, algum instrumento, algum acorde que, na minha ignorância, não consigo distinguir a procedência, seja na genialidade das letras, e o modo que elas se encaixam nas melodias. O Rio de Janeiro está em todas as faixas, seja sendo exaltado, criticado, servindo de cenário ou até mesmo de referência musical, por isso o cd é Carioca da gema. Para os saudosos de Chico da época da Ditadura, em Subúrbio e em Ode aos Ratos está presente a crítica social e política. Aliás, Ode aos Ratos vem a ser uma das minhas preferidas do cd - a embola-rap a la Buarque no meio da música é sensacional. Por falar nas preferidas, o samba Dura Na Queda também entra na minha lista. Mas, tudo no cd é belo: o ar juvenil de Imagina e As Atrizes, a sedução feminina cantada em Renata Maria e Ela Faz Cinema, a melancolia implícita de Bolero Blues, o romantismo explicito de Porque Era Ela, Porque Era Eu, e por aí vamos... Como se só o cd já não fosse mais que o bastante, ainda tem o dvd Desconstrução. O documentário vai além do making of, ele nos mostra uma pequena parcela do processo de trabalho de um Chico super a vontade com as lentes. Igualmente ótimo!
Resultado: Ouvindo as 12 faixas desse disco, encontrei o sublime na sua face mais bela.
Sim e Não: novo disco de Nando Reis.A ruividade de Nando é a insanidade que fermenta sua arte. Caramujos inspiraram o design modernoso e colorido da capa do cd e, também, a ótima e polêmica Monóico, música que joga com a idéia que o título sugere - seres que apresentam órgãos sexuais dos dois sexos. O clima do cd está mais para a própria Monóico (pegada rock) do que para a valsa Ti Amo, o quê também difere dos seus trabalhos anteriores, mais ligados a sonoridade mpbiana (seja lá o que isso for). Violões ainda estão bem presentes, principalmente nas levadas das canções, mas o cd é mais animadinho mesmo. Na real, não deixa de ser o pop romântico de Nando Reis. Quanto as letras, me parecem um tanto quanto autobiográficas, não sei, suposição minha. O único traço autobiográfico declarado está em Espatódea, música em homenagem a sua filha mais nova, a ruivinha Zoe. Caneco 70 é da prole de músicas com letras longas e difíceis de Nando, mas que mesmo assim, o cotidiano narrado é facilmente digerido e cantarolado. Cotidiano esse, aliás, uma forte características das canções reisianas. Mas, é assim mesmo, pela identificação mais casual, que elas nos tocam. N, Nos Seus Olhos e Sim vão entrar para trilha sonora dos apaixonados. Para os momentos de crises existenciais aconselho Para Luzir o Dia e Como Se O Mar, que com frescor trazem cor ao dia-a-dia. Piegas? Meloso? Pois somos.
Resultado: Não consigo parar de cantarolar o cd inteiro. Músicas grudentas? Pode ser. Porém, ótimas!
Saldo: Obviamente inúmeras experiências estéticas, e daquelas, que abrem porta para outras e, também, não se esgotam nesse momento. Tenho absoluta certeza que ainda irei de ter outras experiências ouvindo esses discos futuramente.
"Dentre todas as linguagens e todas as artes, a música é a superior porque afeta diretamente a Vontade, quer dizer, os sentimentos, paixões e emoções do ouvinte. É a música que melhor representa as forças inconscientes que motivam nossas representações do mundo. É a forma de conhecimento que, no seu poder revelatório, nos libera mais completamente do mundo ao qual estamos ligados através da força intolerável da Vontade" (Santaella)
postado
por: Samara
4:09 PM
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