Tudo preto no branco ou branco no preto


Maria Samara, Samara, Sam, S:
21 anos, Fortaleza/CE, pisciana, comunicação social, publicidade, Literofágicos, Marv, BNB, UFC, TTS, N.E.N.P - A.V.E.U.F, 3CG, U2, Chico, Cordel, música para ouvir e dançar, cinema nacional, muitos livros, Mate Couro, guaraná antartica diet, bombom de café, qualquer coisa de frango, dieta, brinco de estrela, frio, piscina, (parênteses), metalinguagem, reticências...

Mais da mesma:
Nasceu numa noite de quinta-feira, quase sexta. Tem mania de ligar tudo à data do seu nascimento. Tem várias outras manias, mas é melhor não comentar, vão achar que ela tem o TOC. Gosta de ler: livros, revistas, blogs, papeis avulsos, jornal, bula de remédio, manual de instrução e pensamentos. Também gosta de escrever, por isso o blog (oh!). E de cultivar amigos-irmãos-eternos (que pleonasmo!). Quer plantar uma árvore, escrever um livro e principalmente ter um filho. Tem idéias utópicas para uma sociedade ideal. Sim, é meio "meio intelectual, meio de esquerda". Sofre de uma certa perca de memória recente e mais ainda da antiga. Se existe uma coisa que odeia é esperar. Ela odeia outras coisas, mas melhor não comentar, pode faltar espaço. E sempre quis falar de si em terceira pessoa.

Cá estou também:

:: Chute o Balde

:: Escritas em Flash






Segunda-feira, Maio 29, 2006


Um livro e um filme


A Terra dos Sonhos Mortos: presente de aniversário da Mara. Li esse livro ainda em BH, que para mim se revelou o cenário perfeito pra reminiscências que o livro instiga. Lara Larissa, a jovem autora piauiense, conta a bonita - e muitas vezes triste - história de Pedro e Pedrinho, que serve de plano de fundo para reflexões sobre a vida e arte de viver e sonhar. Dramas sociais e dramas pessoais habitam a Terra dos Sonhos Mortos. Resultado: a possibilidade de conhecer o trabalho de uma escritora até então totalmente desconhecida para mim, e que é apenas um pouco mais velha do que eu. Além de tudo de belo que a leitura de livro proporciona.

X-men 3: mais um filme de uma tarde de cinema com os amigos. Mas, não, não é só mais um filme de heróis de histórias em quadrinhos, vai além disso. Ação elevada ao cubo pelos efeitos especiais, personagens bem caracterizados e interpretados, dramas singulares, preconceito, o poder e o medo, a auto-proteção e um ideal, momentos para rir, momentos de nó na garganta e cenas para repassar cada detalhe, para não deixar nada sem explicação. Falando nisso, quando forem assistir ao filme fiquem até passar todos os créditos, há uma cena importante no final. Resultado: O melhor filme de heróis de histórias em quadrinho que eu já vi, aliás, um dos melhores filmes que já vi esse ano. Ah, se todo blockbuster americano fosse assim!


Saldo: Alguns efeitos estéticos, não sei ao certo, a minha calculadora de experiências estéticas não anda funcionando muito bem desde que a submeti a uma carga enorme de efeitos estéticos musicais, mas falarei disso depois.

postado por: Samara 3:42 PM

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Quinta-feira, Maio 25, 2006


Dois livros


O Evangelho Segundo Jesus Cristo: presente de aniversário da Paula. Só mesmo José Saramago poderia ser apto para contar a história do filho do homem na perspectiva do homem Cristo, sem deixar de ser divino, sem deixar os milagres de lado, mas também sem deixar a pulsões humanas veladas pela Bíblia. Aqui a história de Maria Madalena e Jesus, não é hipótese, é fato. Como tantos outros fatos que Saramago ousa narrar, tratados tão naturalmente, que você até se esquece que o protagonista principal é o personagem mais famoso e celebre do nosso mundo. Resultado: Algumas reflexões e a constatação da genialidade de Saramago.


Contos de Aprendiz: um achado na biblioteca nada estimulante do Centro de Humanidades da UFC. Como título indica, é sim o primeiro livro de contos de Carlos Drummond de Andrade, na época de lançamento já consagrado como poeta. Creio eu que o título além de sugerir uma certa modéstia do autor, remete a essência dos contos reunidos no livro, ora de lembranças infantis, ora ingênuos. Mas é assim, como boa parte da obra de Drummond, genial na sua simplicidade. Desde um alumbramento infantil defronte a uma nova guloseima até um gerente que gosta, vejam só, de comer pontas de dedos de senhoras (só das senhoras)! Resultado: Uma possível idéia para um segundo trabalho de Estética e uma sensação de leveza ao fim de cada conto.


Saldo: Pelo menos 1 experiência estética para cada livro, talvez duas, se consideramos os efeitos retardatários.

postado por: Samara 4:34 PM

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Segunda-feira, Maio 22, 2006


Dois filmes

A Rosa Púrpura do Cairo: presente de aniversário da Andressa. Levemente nostálgico. Uma mistura de comédia suave com um drama sutil, romântico como a década de 30 e o cinema pedem. Um filme dentro do filme, uma expectadora vivendo seu filme. Resultado: um sorriso bobo durante os poucos minutos de duração do longa e uma idéia para o trabalho de Estética.

Código da Vinci: Sala lotada de expectativas, para mim só mais uma tarde de sábado de cinema com os amigos. Não li o livro, e não sei se foi por isso que gostei do filme. Não se espera muito de filmes adaptados de livros, são raras as vezes que o cinema supera ou se iguala a sua origem literária. Acho que vou gostar do livro se consegui lê-lo. Um trama muito bem bolado, polêmicas, ação, mistérios e História com H maiúsculo (ou não) nas horas de filmes ou nas centenas de páginas. Resultado: algumas curiosidades sanadas, e muitas dúvidas no ar.

Saldo: 0 experiência estética.

postado por: Samara 9:25 PM

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Sexta-feira, Maio 19, 2006


Aletoriedades:

- Eu devia ter suspeitado! Comprar uma revista cara errada, quando você não tem dinheiro, é um indicio que Murphy está de volta!

- Meu mais novo hobby inútil é ficar procurando fotos de pessoas que só conheço por nome, tipo Lúcia Santaella e Marilena Chauí. Pra quem não é do ramo, Santaella é a banbanban acadêmica da Comunicação Social no Brasil, e a Chauí é a da Filosofia. Digamos que a Santalella está pra Comunicação Social assim como Einstein está para Física (ok, exagerei, mas só um pouco).

- Tinha o costume de estudar teorias de pessoas mortas e de ter bem firmado no meu subconsciente, que quem escreve livros acadêmicos já não está mais no meio de nós. Freud, Platão, Kant, Adorno, Einstein, Maquiavel, Pierce, etc, etc. Aí, na faculdade, me vem a Santaella, o Umberto Eco, o Cobra, a Chauí, entre outros vivos e extremamente ativos nos seus ramos, acabar com o meu imaginário estudantil.

- Estou necessitando de experiências estéticas. Urgentemente!

- Porém, fato mesmo é que sou uma pessoa condenada à sublimação.

postado por: Samara 4:30 PM

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Quarta-feira, Maio 17, 2006


,,,,Eu amo vírgulas,,,,

Eu sou completamente encantada pelas minúcias da língua portuguesa. Ok, certas vezes acho suas normas cultas um tanto quanto floridas demais, além de maçantes e até mesmo desnecessárias. Afinal, o importante é se fazer entender, e não saber conjugar o verbo colorir no pretérito imperfeito do subjuntivo.
Por isso, sempre gostei de estudar português, mas não domino todas as normas, e odiava (odeio) com todas as minhas forças o capítulo "Verbo" de toda e qualquer gramática. Sem contar aquela história besta de classificar orações! Me dá nos nervos só de lembrar. Contudo, me digam, não é arrebatador o poder que pode ter uma simples vírgula? Com duas então, você pode fazer a revolução! Elas podem mudar todo um contexto de uma frase com um simples deslocamento, um pulinho básico de uma palavra pra outra. Dão espaço para o crescimento de uma oração e também para entrada de outras, para concordarem, descordarem, reverterem, explicarem, concluírem ou, quem sabe, finalizarem as ações.
Tem também os porquês: têm o mesmo som, mas um acento ou um espaço transforma uma pergunta numa resposta, no meio da frase ou no final. É tão empolgante brincar com eles! Por que o porquê, por quê? Porque...
Vibro também com um acento, que mantém o singular ou indica um plural. Eles têm todo um sentido escondido debaixo de um traço ou um circunflexo. Falando nisso, a palavra circunflexo, não sei porquê, me lembra sobrancelha. Talvez não seja pelo substantivo em si, mas a forma que ele imprimi nas letras. Tão antiestético como uma sobrancelha num rosto, mas necessário e já banalizado. Já se pode até achar bonitinho ele em cima do "o" do capô. O til também tem cara de sobrancelha, mas para mim parece mais um laço que fecha a embalagem de um presente. Sendo assim a palavra maçã, está embalada com um laço de borboleta em cima, que deixa cai a fitinha enroladinha (o "Ç").
Tantos outros também me maravilham. Esse, este e aquele. De encontro a e ao encontro de. Reticências revelam tanto em só três pontinhos... O "Não" que pode dizer sim, quando acompanhado de um pois ou antes de uma frase afirmativa, ou ainda no final de uma frase ao pedir a confirmação, não é? Mal e Mau. Concerto e conserto. E os apostos e os vocativos são tão dependentes de quem? De quem? Das imprescindíveis vírgulas! Ah, como eu uso e abuso das vírgulas!
Detonar as denotações mais óbvias, venerando as mais instigantes conotações. E as ênclise e mesóclises comumente se transformando em próclises. Coleciono figuras de linguagens, num álbum cheio de adjuntos, advérbios e adjetivos, para enfeitarem e darem sentido. Belas metáforas e quase que misteriosas metalinguagens. Eufemismos e ironias no sufoco ou na alegria. Todavia, mas, porém, no entanto, obviamente, absolutamente, inesperadamente, nenhum desses é tão lindo como a vírgula. Ah, como eu amo as vírgulas!

postado por: Samara 2:16 PM

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Domingo, Maio 14, 2006


(...)

"Deus me ensinou praticar o bem,
Deus me deu essa bondade.
Vou abrir a porta para você entrar,
Mas não demore,
Que a outra pode lhe encontrar.

Eu vou abrir a porta,
Mais uma vez pode entrar.
É dia das mães,
Eu resolvi lhe perdoar..."



(Trecho de "Cuidado com a outra" de Nelson Cavaquinho e Agusto Tomaz Jr - na voz de Chico Buarque no disco "Sinal Fechado")

postado por: Samara 10:04 PM

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Quinta-feira, Maio 11, 2006


Entrada e saída

As pessoas entram na sua vida. Não pedem licença, e não é nem preciso. Para algumas você fecha a porta, para outras ela sempre esteve aberta, para outras nunca houve porta, e ainda há aquelas que você insiste para que não saiam pela porta. Mesmo assim, elas fogem, batem a porta na sua cara, arrancam as plantas do seu jardim, bagunçam toda a sala, derramam o leite, esquecem as chaves e também aquela maldita toalha em cima da cama!

Pessoas são erradas, são errantes. Podem ser doces, mas são também ácidas. Podem simplificar, mas insistem nos obstáculos. As pessoas nem notam, mas aos poucos vão te perdendo... Automaticamente seu impulso é puxá-las pra dentro, mas é tão sofrida essa permanência, assim como é trancar-se e não permiti mais a passagem. É preciso apontar a saída... Sim, é preciso.

postado por: Samara 3:16 PM

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Sábado, Maio 06, 2006


Ás vezes a dor vem só pra mostrar que nem tudo está bem.

postado por: Samara 2:34 PM

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Quarta-feira, Maio 03, 2006


Antes da letargia

Nem aqui, nem ali. O meu mundo se faz lá. De noite, porta fechada. Só o som do ventilador. Clima ameno. Eu, um cobertor e um travesseiro. Quanta coisa na mente, quase sonolenta, insônica e criativa. Estou só com mais de mil. Estou lá e em qualquer lugar. Ultrapasso a linha do tempo, sem tempo mesmo. Ao passado e ao futuro. Com passagem no presente e no ausente. Quase que fico por lá, na quimera. Perco-me nos sonhos, e quando vejo, já é o presente de novo.

postado por: Samara 4:49 PM

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