
Maria Samara, Samara, Sam, S:
20 anos, Fortaleza/CE, pisciana,
comunicação social, publicidade, Literofágicos, Marv, BNB, UFC, TTS,
N.E.N.P - A.V.E.U.F, 3CG, Chico, Cordel, música para ouvir e dançar,
cinema nacional, muitos livros, Mate Couro, guaraná antartica diet,
bombom de
café, qualquer coisa de frango, dieta, brinco de estrela, frio, piscina, (parênteses),
metalinguagem, reticências...
Mais da mesma:
Nasceu numa noite de quinta-feira,
quase sexta. Tem mania de ligar tudo à
data do seu nascimento. Tem várias
outras manias, mas é melhor não
comentar, vão achar que ela tem
o TOC. Gosta de ler: livros,
revistas, blogs, papeis avulsos,
jornal, bula de remédio, manual
de instrução e pensamentos. Também gosta de escrever, por isso o blog
(oh!). E de cultivar amigos-irmãos-eternos (que pleonasmo!).
Quer plantar uma
árvore, escrever um livro e
principalmente ter um filho.
Tem idéias utópicas para uma
sociedade ideal. Sim, é meio "meio
intelectual, meio de esquerda". Sofre
de uma certa perca de memória
recente e mais ainda da antiga.
Se existe uma coisa que odeia é
esperar. Ela odeia outras coisas,
mas melhor não comentar, pode
faltar espaço. E sempre quis
falar de si em terceira pessoa.
Cá estou também:
:: Chute o Balde
:: Escritas em Flash
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Quarta-feira, Novembro 30, 2005
É pra ela a canção
Em algum lugar, num canto qualquer. Um barzinho de esquina, uma grande casa de show, um corredor ou no canto de um quarto oco. Que diferença faz? Com um violão na mão, protegido pela luz e guiado pelos sentimentos, ele canta a canção. Ela, no mesmo lugar, ou em qualquer outro lugar, não se importa se os outros gostam ou não. Ela sabe que é pra ela essa canção.
A música é doce. A introdução e o refrão vêm e vão. A voz macia dele canta estrofes que falam dos dias vividos e dos que - não mais - virão. Transita pelas emoções: amor, ciúme, irritação, paixão, tesão, tensão. Ela ouve tudo com atenção. É pra ela a canção.
Na primeira estrofe ele afirmou e ela concordou. Tudo ao seu redor parece mudar. Ao ouvir os acordes de melodia fácil, as pessoas cantam, nem imaginam o pesar por trás daqueles tolos versos de amor.
E quando os quase quatro minutos se passam, uma lágrima teima em cair de seus olhos, outras se seguem. Nada mais vai ficar igual. Como ela, a melodia da música na sua cabeça ficará, e com ele em casa chegará. Nos papéis velhos encontrará versos com a letra dela. E ela procurará até encontrar todas os papéis onde ele assinara seu nome. "A dor também tem suas volúpias". Palavras que antes os emocionaram, hoje cortam, maltratam, sangram. "As frases de caneta você não pode apagar". Outro dia virá e ele voltará cantar, e os dois a sentir com a mesma sinceridade. É pra ela a canção.
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por: Samara
11:37 AM
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| Segunda-feira, Novembro 28, 2005
O homem da casa
Ainda lembro, mesmo que vagamente, no dia que o vi pela primeira vez. Tão pequeno, tão branquinho, tão gordinho, tão bonitinho. Tinha um sinal na perna, "a manchinha da Angélica", acho que foi a primeira coisa que disse quando o vi - Angélica era minha apresentadora loira infantil preferida da época. Eu já causei duas cicatrizes no seu lindo rosto (acidentalmente, claro), em compensação eu já o salvei de morrer queimado numa fogueira de São João. Ele é corinthiano graças a mim, mas o amor pelos animais irracionais e fedorentos, não, não mesmo. Companheiro para jogar vídeo game, e qualquer jogo de ação, imagem e raciocínio. Coisas em comum, reações completamente diferentes. Hoje ele é tão inquieto e esperto, tão mimado e desatinado, tão magrinho, mas ainda bonitinho. Já o odiei tanto quanto já o amei, diariamente, de hora em hora, questão de segundos até, dependendo do seu humor e da minha paciência. Mas acho que no fim das contas, a gente se ama, coisa de sangue, não se explica, se sente e se aceita. E se sente há 14 anos.
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por: Samara
3:32 PM
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| Quinta-feira, Novembro 24, 2005
Eu preciso acreditar em mim pra poder levantar da cama amanhã.
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6:10 PM
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| Quarta-feira, Novembro 23, 2005
Sorte ou azar? Só o tempo dirá
Até os segundos são preciosos... Eu saí mais cedo, corri pra não chegar atrasada e:
De: Bruno Vasconcelos
Para: Maria Samara
Data: 23/11/2005 15:19
Assunto: publish
Tu foi sorteada com a assinatura de 1 ano da revista publish, mas como tu n tava lah ela foi resorteada PQP ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh
iaheiaheihae foda neh?
Eu não falei que o tempo era escasso e vingativo? Pois é...
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por: Samara
6:19 PM
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| Segunda-feira, Novembro 21, 2005
Nos ônibus e na vida
Aê, peguei um lugar na janela! Qual será o tipo que vai sentar ao meu lado? Por mim não teria ninguém ao meu lado, sou meio anti-social, e daí? Tomara que não seja ninguém metido a comunicativo, hoje não estou a fim de conversa com estranhos. Só quero me perder entre meus pensamentos visualizando a cidade pela janela, sem focalizar nem um ponto. Falei bonito, hein! Tenho que anotar isso... Cadê a porra da caneta!?! Opa, lá vem um candidato a vaga. Tem cara de espaçoso. Aí, esse não, esse não! Mentaliza, mentaliza! Ufa...passou! Lá vem outro. Men... Ah, sentou... Hum, até que é bonitinho, vai. É loiro, não faz muito meu tipo, mas tem charme. Aí, ele olhou pra mim! Tem olhos lindos, verde-água. Merda, porque eu não passei rímel? Nem um batomzinho sequer? Droga, droga, mil vezes droga! Será que meu cabelo tá legal? Será que ele ainda está olhando? Será que eu olho pra ele? Vou olhar, seja o que...Aff, ele está olhando pro nada. Hum, ele está com a barba por fazer, eu adoro homens com barba por fazer! Será que ele gosta de Chico Buarque? O que é isso que ele está fazendo com os dedos?! Está tocando guitarra imaginária? Olha só, ele toca guitarra! Que lindo! Deixa de ser besta, ninguém toca guitarra imaginária ouvindo música do Amado Batista. Mas também esse motorista não colabora. Pelo menos eu sei que ele não gosta de forró, pelo menos não a ponto de ficar cantarolando, isso é bom. Por favor, sr. motorista, muda essa rádio! Quero saber do que o bonitinho gosta. Já pensou se toca Los Hermanos e ele cantarola?! Ah, eu caso! A gente teria filhos lindos, daqueles que ficam vermelhinhos quando tomam sol. Será que ele gosta de Leonardo e Leticia? Tomara que sim, pois posso até abrir mão de ter uma filha chamada Leticia, mas do Léo, não! Ih, o Léo vai ser careca, o moço aí já cultiva umas entradinhas. Ei, peraí, já vai? Vai não, vai não! Não aperta esse sinal, pleaaase! Apertou... Droga! Eu ainda nem sei se ele gosta de ficar olhando pro céu nas tardes quentes, de comer brigadeiro de panela vendo seriado abraçadinho no sofá... Lá se vai mais um namorável... O quê é isso na camisa dele? Minha nossa, é marca de suor! Égua! Uma bela marca de suor, diga-se de passagem. Ainda bem que não gosto de homens que transpiram demais...
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por: Samara
4:56 PM
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| Domingo, Novembro 20, 2005
O recomeço e o fim
E de repente, daqui a pouco, vai recomeçar tudo de novo. E além das dúvidas, o que me sobra são os teóricos, as aulas de madrugada, os livros que não li, os trabalhos que não fiz, os projetos que não terminei, as idéias que não deram certo, os planos que não vingaram, as experiências práticas... E o tempo já passa mais vagarosamente rápido, já é escasso e vingativo. "E alguma coisa a gente tem que amar. Mas o quê? Não sei mais!"
Esses dias eu presenciei a morte. A morte em uma de suas formas mais bárbaras. Não era ninguém próximo (graças!), mas era alguém. Não encontro palavras para descrever a sensação, mas resumindo: foi terrível.
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por: Samara
10:14 PM
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| Sábado, Novembro 19, 2005
Antes que se faça da vida um livro
Imaginará
Caráter imutável
Personalidade pré-definida
Viverá
Caráter flexível
Personalidade relativa
E sempre histórias clichês
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por: Samara
5:54 PM
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| Quinta-feira, Novembro 17, 2005
Music lives...
...and me too
Para alguns, música não é apenas um passatempo é um fato essencial para viver. Uma abençoada escravidão do corpo, da mente e da alma. É raro se levantar das cinzas da mediocridade, ainda assim o presente da música é dado na mão de qualquer um que se importa em receber, instantaneamente acabando com a nossa tristeza diária. O caminho atrás de mais além do usual, mais do que é seguro e conhecido, é escrito com lâminas afiadas do tempo que cortam profundamente, barrando muitos na estrada por algo melhor além de sua imaginação parada. Dentro das veias de poucos, a paixão preenche cada uma com uma doce inequacionável proposta, acalmando o medo dos caminhos incertos. Através de cada pedaço queima e sangra. Ainda sim eles guardam cada corte, e usam as cicatrizes com orgulho para simbolizar a sua escolha. A incansável busca de uma alegria maior em cada acorde. E então eles dizem: me veja sangrar!
*By "Live & Eletric" - Hanson
*I'm tired, sick and sad
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por: Samara
5:50 AM
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| Terça-feira, Novembro 15, 2005
Períodos compostos depois de um traço:
- Cá estou a odiar a greve na UFC - e tantas outras coisas mais - com todas as minhas forças, mais as do Superman, do Anakin Skywalker e do Hulk. Percebeste que é ódio em demasia?
- Essas duas últimas semanas entraram pra lista "as piores da minha vida". E quase ninguém percebeu...
- Gosto tanto, mas tanto do bom senso, que não entendo como alguém não pode sequer respeitá-lo.
- "O problema não sou eu, o inferno são os outros".
- Tão bom quando 4 das suas 5 bandas/cantores preferidos lançam trabalhos novos. Melhor ainda quando há previsão desse quinto elemento faltoso lançar um novo cd próximo ano.
- Melhor seria um show desse top 5, mas não há previsão. Nem tudo pode ser perfeito...
- Por falar em show dos top5, "Live & Eletric" do Hanson é um dos melhores cds de performance ao vivo que eu já ouvi. Because I like to roll the windows down, turn the radio up push the pedal to the ground. Are you listenig? So, get up and go!
- Acabei por tempo indeterminado com a minha fase pseudoposerintelectual. Meu flog pessoal está em coma induzido. O próximo passo é a eutanásia.
- Mas como a carne é fraca, criei esse blog e um novo flog, agora em dupla - muito bem acompanhada pela minha amiga Paula Ribeiro -, com uma nova proposta, pra visitá-lo clique aqui, ou aí do lado, no perfil, onde tem escrito "Escritas Em Flash".
- Sim, o texto passado não era inédito, alguns perceberam. Mas vão se acostumando, aqui não vai ter muita coisa em primeira mão (mas vai ter, espero), a idéia é colocar aqui tudo que escrevo nos meus outros projetos virtuais ou não, uma espécie de arquivo. Até porquê estou sofrendo do ESC (esforço superlativo de criatividade). Nunca tive que pensar tanto, sobre tantas coisas diferentes, mas iguais na essência.
- Aperta ESC, confirma e começa de novo.
postado
por: Samara
11:04 AM
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| Sábado, Novembro 12, 2005
Estranho Conhecido
Já ouvi dizer que a gente sabe quando alguém é um amigo de verdade se você e ele conseguirem ficar em silêncio sem nenhum constrangimento ou mal estar. Sabe aquele silêncio mortal, aquela sensação de nudez estando vestido, de aflição estando calmo? Você e ele (a) lá, sem assunto, olhando para os lados, rezando para sumir dali. Concordo em termos com essa teoria, pois não necessariamente você se sinta confortável com um amigo numa situação dessa, e nem por isso ele deixe de ser seu amigo. Isso talvez só signifique a timidez de um (ou de ambos), um dia mal, um papo que chegou ao fim, etc. Mas, se você tem amigos e esse silêncio mortal não é problema nenhum pra vocês, parabéns! Aí existe, num mínimo, uma boa intimidade e cumplicidade. Eu, particularmente, conheço poucos. Mas, o pior nessa situação não são os conhecidos que estamos sempre em contato, o pior é o Estranho Conhecido.
Estranho Conhecido é aquele que você conhece, mas não ver há tempos, ou aquele que você não tem afinidade ou/e familiaridade nenhuma, ou ainda aquele que cruza eventualmente com você nos corredores da vida, e você, por pura educação, fala "oi e tchau", ou simplesmente aquele que você não consegue desenvolver nem meio assunto. Há ainda os chatos, que dispensam definições. E o que você acha de encontrar dois desses tipos no mesmo dia?
Primeiro uma pessoa que você não ver, sei lá, desde da sua longínqua adolescência. Que, por você, cruzariam e passariam como se nem se conhecesse. Aliás, acho que nesses casos deveria existir uma reapresentação. Bem, então ela(e) te reconhece, aí meu filho já era. Fingir que não reconhece a pessoa é pior. Isso é, se você realmente se lembra dela (isso é outro departamento). Então, começa aquela conversa, "quanto tempo!", "como vai?", "o que você está fazendo?", "e fulano você tem visto?". Cinco minutos depois as perguntas evasivas esgotam, aí parte pros comentários sobre a aparência, do tipo: "você não mudou nada", "você engordou, heim?" (como se você não soubesse), "seu cabelo está melhor assim", "como você cresceu" (naturalmente). Daí você se lembra que está atrasado pro curso de culinária somaliana (da Somália) ou pra reunião da Associação em Prol das Criancinhas Americanas Dependentes de Fast Food, a APCADFF. E se despede com um "a gente se ver qualquer dia". Claro que por sua vontade esse dia será nunca mais.
Quando você está voltando do seu curso, empolgado com a nova iguaria somaliana que aprendeu, ou feliz da vida por ter ajudado mais um ianquizinho a se livrar das fritas, hambúrguer, bacon e cia. Você encontra no ônibus uma pessoa do tipo: "oi e tchau". Suas mãos já estão gelando, seu coração bate mais rápido, suas pernas tremem, você olha pro lado, disfarça o reconhecimento, e o que você mais temia acontece: ele(a) se senta ao seu lado e fala aquele já seu conhecido: "oi". Você responde educadamente, pensando no silêncio chato e mortal que ia se estabelecer. Mas, ela não quer só isso, ela é do pior tipo, ela quer conversa a qualquer custo. Então, começa uma sucessão de assuntos vagos, de sorrisos amarelos, de murmúrios afirmativos. Até que, por uma obra divina, a próxima parada é a sua. Hora do já conhecido: "tchau" - adeus cairia melhor, você pensa. Até o próximo estranho conhecido...Que venha pelo menos um de cada vez!
postado
por: Samara
1:45 AM
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